10 usos para tons de cinza em partituras

Há mais vantagens em usar tons de cinza em partituras do que a escassez de publicações com esse recurso faz parecer. Refiro-me a aproveitar facilidades atuais de impressão e editoração, não me refiro às experiências grafistas do século XX. A opção pela escala de cinza não altera custos de impressão, mas também existem benefícios gráficos importantes no processo mais oneroso de combinar outras cores. Se o resultado da editoração for uma publicação digital, o uso de cores não traz ônus extra, embora os princípios de equilíbrio visual permaneçam. Quando há limites em escrever com apenas uma cor, é seguro adotar uma possibilidade por vez, aqui citadas ou não, e almejar contrastes sutis. A Presto vale-se do cinza principalmente para músicas com grande densidade de extranotas (óperas, análises, peças didáticas, contemporâneas etc) e para polifonia escrita em uma pauta só (cordas dedilhadas, teclas, percussão etc).

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Os exemplos abaixo poderiam apresentar cinzas diferentes:

1) Separar informações correntes:

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2) Hierarquizar informaçoes correntes:

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3) Separar informações que não são lidas durante a execução musical mas estão dentro da música:

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4) Separar idiomas em edições multilíngües:

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5) Separar informações de análise:

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6) Separar notas de extranotas:

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7) Separar informações tipologicamente distintas (indicações musicais de indicações de cena etc):

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8) Separar intervenções do editor:
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9) Separar vozes:

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Extra: Uso de cores similar ao 9:

9

10) Hierarquizar vozes:

10

 

 

A eficiência do uso de tons de cinza (ou de cores) em partituras estará refletida na facilidade que o músico terá ao ler. Partitura bem feita torna-se música sem ser notada.

Thiago Rocha

 

Músicas usadas:

  • 1, 3, 4 e 5: Des-Continuum, para violão solo, de Arthur Rinaldi;
  • 2, 3 e 7: Yerma, para solistas, coro adulto, coro infantil e orquestra, de Heitor Villa-Lobos;
  • 4: Zwinchenraum, para flauta doce contralto solo, de Flávio Oliveira;
  • 5, 6 e 8: Pedir Pra Voltar, para voz e violão, de Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Manu Lafer;
  • 6 e 7: Dreams, para percussionista solo (marimba e ações de fala/cena), de Arthur Rinaldi;
  • 8, 9 e 10: Prelúdio & Fuga em Dó Menor, para piano solo, de Paulino Chaves.

PRESTO editoração de partituras

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